
24 de fev. de 2026
Aposentadoria em 2026: o que realmente muda com as regras de transição da Reforma da Previdência
Com a chegada de 2026, muitas pessoas estão com a mesma dúvida: as regras de aposentadoria mudam de verdade?
A resposta curta é: não houve alteração nas leis, mas as regras de transição previstas na Reforma da Previdência de 2019 (EC 103/2019) continuam a ser aplicadas automaticamente, e isso sim atualiza os requisitos ano a ano.
Entender essas regras é essencial para qualquer trabalhador ou profissional que esteja planejando sua aposentadoria neste ano, especialmente diante da complexidade e das variações de caminhos possíveis.
Regra de transição em 2026: o que foi ajustado
A Reforma da Previdência de 2019 estabeleceu um cronograma gradual de ajustes nas regras de aposentadoria. Em 2026, os principais pontos são:
Idade + tempo de contribuição (transição principal)
Para quem está nessa regra de transição, os requisitos em 2026 são:
Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade + 30 anos de contribuição
Homens: 64 anos e 6 meses de idade + 35 anos de contribuição
Esse aumento gradual de idade ocorre todos os anos conforme o cronograma previsto pela EC nº 103/2019.
Regra por pontos (aposentadoria híbrida)
Além da idade mínima + tempo de contribuição, existe a chamada regra dos pontos (onde soma idade + tempo de contribuição). Em 2026, os requisitos são:
Mulheres: 93 pontos
Homens: 103 pontos
(ambos respeitando os tempos mínimos de contribuição legal)
Essa regra reconhece que, dependendo do perfil do trabalhador, a combinação entre tempo de serviço e idade pode permitir a aposentadoria mesmo que um dos critérios isoladamente não seja alcançado.
Casos especiais: professores e pedágios
Professores da educação infantil, fundamental e média, que já tinham regras diferenciadas, continuam a ter requisitos próprios em 2026, tanto na regra de pontos quanto na idade mínima + tempo de contribuição, conforme estabelecido em 2019.
Regras de pedágio (50% e 100%), que permitem transição mais vantajosa para pessoas que estavam perto de se aposentar em 2019, não sofrem ajustes automáticos de idade ou pontuação em 2026, permanecendo estáveis.
O que NÃO mudou
É importante frisar que não houve uma nova reforma em 2026 que alterasse a Previdência como um todo.
O que está em vigor é simplesmente a aplicação do que já foi estabelecido em 2019, com aumentos graduais conforme o cronograma daquela reforma.
Ou seja:
Não surgiu nova lei modificando o cálculo do benefício;
Não houve redução de direitos;
O que acontece em 2026 é a continuidade da transição já prevista.
Planejamento previdenciário importa, e muito.
Mesmo com regras oficiais, a maior dificuldade para trabalhadores é entender qual caminho é mais vantajoso, e isso varia muito de caso a caso.
A escolha entre regra de pontos, idade mínima, pedágio ou outra alternativa pode impactar:
Ano de saída do mercado de trabalho;
Valor mensal do benefício;
Acúmulo de renda futura;
Segurança financeira da família.
O Ministério da Previdência recomenda fortemente o uso do simulador do INSS (Meu INSS) para identificar a regra mais vantajosa, pois ele calcula todas as possibilidades automaticamente com base no histórico de contribuição e dados pessoais.
2026 não trouxe uma nova reforma previdenciária, mas sim a consolidação do cronograma de transição que já vinha sendo aplicado desde a Emenda Constitucional nº 103/2019.
Para segurados próximos da aposentadoria, isso significa:
Requisitos mais altos do que no passado;
Várias opções de regra de aposentadoria;
Importância vital de planejamento e simulação.
Aposentar-se com inteligência hoje exige mais do que tempo de contribuição: exige estratégia.


